terça-feira, janeiro 02, 2007

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sexta-feira, dezembro 29, 2006

Bom Ano Novo.


sexta-feira, dezembro 22, 2006

Blogue em pausa. Boas Festas.

(Despertar # 1)
Hugo Frones

quarta-feira, dezembro 20, 2006

( Do Duy Tuan )
mar e fogo,
sorrisos que nos trazem
harmonia a dias desalinhados.
mar e fogo,
luminosidades onde nos repousamos
e se aquietam as dores de coisa nenhuma.
a duas Amigas. A. e Sea. Como terra firme, gestos onde ancoramos cumplicidades errantes.
( texto do PR )

terça-feira, dezembro 19, 2006

(Tony Heath )

Em oferenda. Para ti.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Elogio da Luz.( Porque estou cansado ).Ou, ela.

Cariños
Marina Anaya

domingo, dezembro 17, 2006

( Anil Kumav )

amei.te.
traço. risco. dor. corte. rasgão. mágoa. ferida.
cansei.me.
levem.me, agora.

sábado, dezembro 16, 2006

Encontro, deslumbramentos.


Carmen García Velasco

sexta-feira, dezembro 15, 2006


porque é sexta feira.
porque há dias que se fazem de silêncios.
e de leituras. e das palavras dos outros.



" tudo está contido no seio do Sopro Divino
assim como a brilhante luz do dia
se encontra nas trevas que precedem o amanhecer. "

de Ibn al-'Arabî.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Comedia IV
( Robert Kuszek )
adormecer
despertar
e assim passar.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

por entre sombras
em fogo
assim
amo:

terça-feira, dezembro 12, 2006

( Antoni Clavé )

fecham-se, pesados os olhos e negra é a noite povoada de gritos. dela, já só a figura que o vento vai apagando. viscosa. é nas sombras do abismo, no silêncio da morte, no fundo mais profundo da dor que sabemos ter chegado o momento de partir, recomeçar, chegar e escavar o lume no mar.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

( Ibaez. Danças ).
vi o suor expulso da carne
no frémito anseio escondido
sobre as pálpebras. a dança
como margem ou o desejo amortalhado.
invisível humidade gritante.
obscura claridade ardente.

Meninas.




Mirada Hacia velazquez
Josu Malax

domingo, dezembro 10, 2006

( Vasan Sitthiket )
I wish I wuz a dog.
( de uma canção dos Alien Sex Fiend )

sábado, dezembro 09, 2006

Solidão. Desencontros.





Alex Katz

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Nguyen Lam
a terra, como o corpo
desvela-se palavra a palavra.
maior só o mar cuja fúria
são as facas que me rasgam o desespero
ou o fogo que te arde e me consome
em madrugadas onde passas por mim.
e me falas de luz, aí, alheia à noite. lá fora.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

libertas est: qui pectus plurum et firmum gestitat.
énio.

escutar, escutar a noite. branco é o caminho. respirar. nada mais dizer. e seguir apenas o murmúrio enebriante da água.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Jardim de Inverno.



Donald, Flores.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Formas.



Hans Varela

domingo, dezembro 03, 2006


o sangue alimenta-se de cinzas
e os olhos fecham-se
entorpecidos ao que foste.
casas são casas, sítios
e moradas onde me não apetece regressar.
nunca voltamos ao que amamos e
morreu. as mãos separam-se
e, o rosto, leva-o um fogo exausto.
despojos diante de mim. aí estás.

malmequer. branco, brancura inscrita no fogo. assim, tu.
feliz aniversário, Sónia.

sábado, dezembro 02, 2006


" e daquele fogo infinito
a filha sombria de Urthona (...)
Uivo de alegria e os
meus olhos rubros tentam ver teu rosto ".


Iluminações a partir de Blake.

sexta-feira, dezembro 01, 2006


o breve sopro de uma canção, esse arder rasgado de água onde pousam pássaros colhidos pelo vento. branco instante em que se me cria o céu, a terra e o mar e tu, depois, sangue pulsante onde me perco, te sei.

horas incertas em que me dás noites sem temor. madrugadas cumpridas sem senso e sem horas, com cigarros que ocupam as mãos só aparentemente vazias. inclino-me, abrigo-me no teu corpo, destino incerto de quem soletra o amor que me permites.

o que sobra já pouco importa no sabor trabalhado da palavra arada. escrever, como falar, é sempre o começar do esquecimento. o gesto mendicante no intervalo das bocas.

quinta-feira, novembro 30, 2006


( Hessam Abrishami )
no aroma nocturno onde esqueço o tédio destes dias amargurados, desnudas-me. o sono, o cansaço, o corpo esfarrapado e mudo. imóvel, silente como o tempo. anónimo como luzes desconhecidas sobre o mar ou um cantar sob a clareira do sol. assim me és. sou-te. o toque, o ardor da carne. lá fora batem sinos que cobrem a cidade e pouca diferença faz. beijo a beijo, olho-te. posso enfim dizer, como Elytis, que para trás ficou " a noite que é só noite ".

terça-feira, novembro 28, 2006


como um traço suspenso em suave limpidez,
o corpo.
" água, terra, vento e fogo ".
A. R. Rosa.
Pintura de Rosário Andrade.

segunda-feira, novembro 27, 2006


assim. apenas.

domingo, novembro 26, 2006


corpo. forma. a palavra, sabe-o. assim deslumbrar o silêncio. e escrever-te.




( a pintura é da Helena F. Monteiro. para a Eva, para a Sónia. ).
Links a azul.

sábado, novembro 25, 2006


longos fins de semana com os olhos postos no chão e o chiar dos eléctricos em hubertus strasse. longas horas sem momentos de assombração ou palavras que surpreendam. apenas a respiração, rarefeita, e nacos de lembranças várias. depois a neve.

quinta-feira, novembro 23, 2006

and burn you will burn. and beg you will beg.


Take a bow, os Muse, pois, de Black Holes & Revelations. Prazeres, sim. Como o desprezo. Aí colher o alimento. O adubo, as palavras. E a morte do ilusório. Genuíno. Sem equívocos.

( Imagem de Procktor, inglês, 1936 ).

à margem dos dias. notas, apontamentos, olhares.


como um gato velho tornei lúcido o olhar, escrevo, e ocorre-me uma linha perdida, algures, de M. A. Pina, ( penso ). no murmúrio da Luz encontrei sentidos, interpretações, desocultações. e vejo. em ti nada tens para dizer, dentro ou fora. de ti. aí, enclausurado numa reles vulgaridade. serás sempre o subúrbio, o cão velho que rosna e que todos, indiferentes, olham. desprezam. com tédio. a solidão pode mesmo ser uma coisa muito triste. tão triste como tu, carlos, a roçares a imbecilidade.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Da Luz. Exercícios.




As palavras encontram-nas aqui.
( Uma corrente para que fui desafiado ).

segunda-feira, novembro 20, 2006

Elogio da comida chinesa.


nunca o silêncio foi tão ruidoso. nas horas. nos dias. em nós, mesmo quando sabemos que a vida, a matéria, são a sua negação. a ser assim, restam breves e fugazes, efémeros momentos que Rohmer, Eric, entendeu no cinema: a hora azul. ou Hooper, ainda. chop suey.